Elimine o vicio da procrastinação antes que ele sabote o seu brilhante futuro!

Procrastinar, a “arte” de deixar para amanhã.
Será que você se reconhece nesta história?
 
Você acordou de manhã, cheio de energia, levantou da cama rapidamente porque tem um projeto importantíssimo para entregar.
 
Você, então, aproveita para terminar de tomar seu café enquanto trabalha. Mas, por azar, qual a primeira coisa que acontece?
Você, acidentalmente, derruba café na mesa.
Impossível trabalhar em uma situação dessas.
 
Logo, você começa a limpar a mesa e percebe que, na verdade, ela está cheia de poeira e até meio desorganizada.
Mesas de trabalho organizadas ajudam e muito a aumentar a produtividade, então a coisa certa a fazer é limpar toda a mesa.
E, pensando bem, aquelas canetas velhas e aquela pilha de papéis precisam ser jogados fora…
 
Mas, você está sem sacos de lixo em casa, o que torna a decisão de ir ao mercado para comprá-los algo que certamente não pode ser deixado para depois.
 
Já no mercado, você pensa: posso ficar com fome mais tarde e isso poderá atrapalhar minha concentração no importante projeto que preciso entregar até o final da semana.
 
Chegando em casa você já prepara sua refeição para mais tarde, quando estiver com fome, e claro, lava a louça para não ter que pensar nisso quando estiver muito ocupado com seu trabalho.
Finalmente, você senta em sua mesa.
 
Decide dar uma rápida olhada em sua página do Facebook, apenas para checar as últimas novidades.
No entanto, um vídeo do Porta dos Fundos chama sua atenção e você decide parar para assistir. Afinal, são apenas 5 minutos.
Outro vídeo relacionado aparece, e o que são mais 3 minutos? Nada que vá atrapalhar.
 
Como esse último vídeo é realmente hilário, você decide enviar para seu grupo de amigos no Whatsapp, o que resulta em algumas conversas rápidas, mas nada que prejudique seu planejamento para o resto do dia.
 
Voltando a concentração para o computador, seu estômago ronca. Ainda bem que você já tem tudo pronto, só precisa esquentar no micro-ondas.
Após sua refeição, você finalmente olha no relógio e percebe que já está tarde e não faz sentindo algum começar a trabalhar agora.
Em vez disso, escolhe assistir àqueles últimos episódios de sua série favorita no Netflix.
 
Afinal, seu importante projeto pode esperar até amanhã. : /
E aí, parece familiar?
 
Já passou por alguma situação parecida?
 
Aposto que pelo menos uma vez na vida você deixou para depois algo relativamente importante e que podia ser feito naquele momento.
 
E pior! Acordou totalmente culpado e estressado no dia seguinte pois o prazo para entrega acabou ficando próximo demais e você teve que fazer tudo às pressas.
Esse é o nocivo hábito de procrastinar!
 
A definição de procrastinar em si não é tão ruim:
 
“É o ato de postergar para amanhã; adiamento.”
 
O problema é que o amanhã é aquele lugar que ninguém viu ou sabe onde fica, mas que certamente boa parte dos planos, motivações e objetivos se encontram.
E vamos deixar claro, adiar alguma tarefa não é algo necessariamente ruim.
 
Você pode, por exemplo, chegar à conclusão que conseguirá escrever seu artigo amanhã na parte da tarde porque terá o tempo necessário para tal, algo que no momento não parece viável.
 
Isso não pode ser definido como procrastinação.
A procrastinação acontecerá se você decidir, no outro dia de tarde, adiar mais uma vez sua tarefa.
 
“Toda procrastinação é um atraso, mas nem todo atraso pode ser definido como procrastinação”
 
Um estudo feito na Universidade do Colorado encontrou indícios de que procrastinação e impulsividade estão ligados a influências genéticas.
 
Houve um tempo em que seres humanos não faziam planos futuros e sua única preocupação era com que comer naquele dia.
Após milhares de anos agindo da mesma forma, podemos dizer que ficamos acostumados a agir por impulso, dando importância ao que é urgente e não ao que é prioridade.
 
Por isso se não estamos 100% concentrados, em estado de flow, estamos sujeitos a procrastinar.
Outro fator que contribui para o ato de procrastinar é a natureza da tarefa.
 
Dificilmente você irá deixar para amanhã um jogo de futebol com os amigos ou um bom jantar com a família, mas faria isso facilmente se a sua programação envolvesse terminar vários relatórios.
 
O benefício imediato é claramente percebido por nosso cérebro.
As atividades fáceis e divertidas são as mais atraentes para a mania de procrastinar.
 
Em sua palestra , Tim Urban, blogueiro e como ele mesmo diz, um procrastinador de carteirinha, explica de forma muito simples o que se passa na cabeça de quem costuma postergar tarefas.
Ele usa como exemplo da procrastinação crônica a figura de um macaco, que só quer saber de fazer coisas fáceis e divertidas o tempo todo.
 
O problema é que, na mente de um procrastinador, o “macaco” acaba por tomar o controle do lado racional com frequência, dando sempre preferência pelo prazer imediato.
Esse tipo de atitude não é um problema quando feito esporadicamente, mas o sinal de alerta começa a soar quando procrastinar se torna um hábito.
 
Os efeitos podem ser devastadores: problemas no trabalho, nos relacionamentos e na saúde.
A sensação de bem estar nunca é completa, pois junto com ela aparece a culpa.
 
Temos plena consciência de que deveríamos estar concentrados em terminar o trabalho de conclusão de curso, por exemplo, mas em vez disso optamos por jogar videogame.
E conforme o prazo de entrega vai se aproximando, a ansiedade domina nossa mente.
 
O mais impressionante é que alguns procrastinadores conseguem reunir esforços e fazer o que precisa ser feito nos “45 do segundo tempo”.
 
Mas a qualidade do que é entregue costuma ser bem duvidosa.
E há casos ainda piores.
 
Aqueles que além de procrastinar não conseguem sequer usar toda a ansiedade gerada para tomar uma atitude e acabam simplesmente não entregando resultados.
Ou seja, não se vive o momento de prazer, pois a culpa está presente, a ansiedade vira presença constante e em casos extremos pode devastar algumas áreas da vida de quem procrastina por hábito.
E o efeito disso em longo prazo, na saúde física e mental pode ser bastante prejudicial.

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